Ilha Grande

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Em março fiz uma viagem de carro de São Paulo até Minas Gerais, passando pelo Rio de Janeiro. Vou dar umas dicas das cidades que parei, qualquer dúvida vocês me avisam.

Saindo de São Paulo, nossa primeira parada foi Ilha Grande. Indo pela Imigrantes + Rio Santos o total é de 466km. A Ilha é muito bonita e tem muita coisa para fazer, ficamos apenas 2 dias, mas acho que o ideal é ficar pelo menos 4 dias.

Só é possível chegar de barco na ilha, eles saem de três pontos (conforme abaixo), nessess pontos há estacionamentos para deixar seu carro, pois não pode ir de carro para a Ilha. Para ver os horários dos barcos clique aqui.

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Os hotéis, restaurantes e pontos de saída de passeios ficam, em sua maioria, localizados na Vila do Abraão, portanto recomendo se hospedar nessa parte da ilha. Nós ficamos nessa pousada e foi ótimo: Pousada Claude e Mara, de frente para a praia, próxima ao centrinho, limpa, café da manhã completo e os donos muito atenciosos.

No primeiro dia jantamos no restaurante Dom Mario, como toda a ilha o restaurante é bem despretensioso, clima praiano. O serviço foi ótimo, pedimos um prato de camarão e veio muito bem servido. No segundo dia jantamos no Lua e Mar, bem próximo ao hotel e também foi uma surpresa muito boa. Achei os preços na Ilha bem justos, pois todos pratos, caipirinhas e drinks vieram muito bem servidos.

Em frente ao píer da Vila do Abraão há algumas agências que promovem passeios pela ilha. Assim que chegar, converse com eles, há diversas opções, mas dois que têm que fazer é a volta a ilha pelo norte em um dia e no dia seguinte pelo sul. Vá de lancha pois é mais rápido e divertido, mas no geral cada passeio toma um dia todo de viagem. Com paradas para mergulho, almoço, trilhas… não tem jeito, para conhecer a ilha, tem que fazê-los!

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Todos que conhecem Ilha Grande adoram e vão embora querendo voltar, foi esse o sentimento que fiquei também, pretendo voltar em breve para ficar mais dias! Recomendo muito essa viagem!

 

Pousadas e Resorts

Pesquisando um hotel legal para passarmos o carnaval, acabei comprando essas duas revistas do Guia Quatro Rodas, na banca de jornal mesmo. A “Pousadas & Resorts” (R$ 15,00) tem vários lugares bacanas pelo Brasil todo.

Já a “Fim de Semana em São Paulo” (R$ 20,00) tem lugares somente no estado de SP ou bem próximo, para quando bate naquela vontade repentina de curtir o final de semana em um lugar diferente!

Tudo com indicação de estradas, restaurantes próximos, quando é melhor ir, faixa de preço… Bem legal, valeu a pena essa comprinha.

Abaixo alguns locais que eu fiquei babando:

Fim de Semana em São Paulo

1. Barra do Piuva/ Ilha Bela – A Ilha é minha praia preferida do litoral paulista, com uma vista dessa então, fica melhor ainda!

2. Villa Porto Vita/ Avaré – Já fiquei uns dias aqui e é uma delícia, na beira da represa, os donos são super atenciosos e os quartos enormes, com jacuzzis e lareira.

3. Lake Villas Charm/ Amparo – Esse eu não conhecia e nunca fui a Amparo, mas o Guia Quatro Rodas está cobrindo o lugar de elogios e pelas fotos é realmente lindo.

Pousadas & Resorts Brasil

1. Pousada Pedra da Laguna/ Búzios – Linda e super aconchegante, fora que Búzios é uma delícia para tirar uns days off.

2. Spa do Vinho Caudallie/ Bento Gonçalves – Ok… temos um vencedor! Quero estar neste lugar agora. incrível!

3. Villas de Trancoso/ Trancoso – Bahia, muito sol, sombra e água fresca, precisa de mais o que?

Espero que tenham gostado, eu adoro procurar hotéis, pousadas, planejar viagens..

Peru, Machu Picchu e Bolívia – Parte II

Segunda parte do post sobre o mochilão da Gabi no Machu Pichu, super completo, se vocês quiserem ver os posts armazenados na categoria, clique na tag Gabi Takamatsu no Peru.

Ah, todas as fotos dos dois posts foram tiradas pela Gabi!

Onde ficar

Tanto na Bolívia, quanto no Peru você encontra várias opções de hospedagem, até nas cidadezinhas mais inóspitas. Não reservei nada antes e não tive problemas pra achar lugar, mesmo sendo alta temporada. Recomendo muito esses dois hostels: Wild Rover (www.wildroverhostels.com) e Pariwana (www.pariwana-hostel.com). Eles são muito bem localizados, incluem café da manhã, internet, wi-fi, serviço de lavanderia e uns ‘charging lockers’ (armários com tomada onde você pode trancar pequenas coisas de valor e carregar seu celular, câmera, etc.). O legal é que eles possuem uma agência de turismo dentro do próprio hostel, então você pode fechar seus passeios lá mesmo. Eles também oferecem um depósito para deixar a bagagem, caso você fiquei alguns dias fora, fazendo uma trilha, por exemplo. O clima é muito bom, têm bares animados, com festas todos os dias.

O que fazer

Em La Paz: vá ao Chacaltaya, que é um monte nevado a mais de 5.300m de altitude. Lá ficava a estação de esqui mais alta do mundo, que foi desativada. Para chegar lá são umas 2h de Van, e depois você deve subir até o topo a pé. É bem cansativo, mas não é só a altitude que tira o fôlego (e tira mesmo)…porque as paisagens são incríveis! No mesmo dia fui ao Valle de la Luna, que são formações rochosas que lembram a superfície da Lua. Geralmente você consegue fechar os dois passeios no mesmo dia. Eu paguei 90 bolivianos + 30 de entrada nos dois lugares (uns R$ 37 no total). Geralmente em todos os tours que você fecha, o pessoal da agência te pega no hostel e te deixa numa praça ou rua principal. O tour dura o dia todo. Em La Paz ainda vale a pena fazer o passeio pelas ruínas de Tihuanaco (sítio arqueológico de uma importante civilização pré-inca), fazer downhill na ‘death road’ (uma das estradas mais perigosas do mundo) e ainda visitar o Mercado de las Brujas (onde se vende de tudo, desde os manjados artesanatos, até fetos de lhamas e produtos derivados da folha de coca).

Em Copacabana – Infelizmente só passei por lá, então não deu pra conhecer nada além de uma lan house, rs. Mas recomendo o passeio à Ilha do Sol, a mais importante do Lago Titicaca. Conheci muita gente que foi e adorou.

Em Puno – Também só passei uma tarde lá, mas foi o suficiente para conhecer as Ilhas Uros. São ilhas flutuantes, feitas de totora (uma espécie de planta que nasce no próprio lago), já na parte peruana do Titicaca. O guia te leva a uma das ilhas, te explica como são feitas, como vivem as famílias, etc. Depois você pode entrar nas casas, olhar os artesanatos e passear em uma gôndola, feita também com a tal totora. O passeio é interessante, mas eu não aproveitei muito porque estava cansada e com frio (recomendo fazer o passeio antes do sol se pôr). No final das contas, o mais sensacional foi ver o nascer da Lua refletindo nas águas do Titicaca, quando acabou o tour. Por esse passeio paguei 30 soles (uns R$ 25).

Em Cusco – a cidade é bem turística e bem mais estruturada do que as que eu tinha passado anteriormente durante a viagem. A Plaza de Armas é onde tudo acontece (parece que toda cidade boliviana e peruana tem uma). Para conhecer os principais pontos, você pode comprar um boleto turístico, que custa cerca de 140 soles (uns R$ 110) e dá direito a entrada em 16 atrações, entre museus e parques arqueológicos. Eu optei por comprar o ‘parcial’, que custa metade do preço e inclui 5 atrações, todas as que estavam inclusas no tour do Valle Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, passando também por alguns mercados de artesanato locais). Para quem gosta de museus, vale a pena visitar o Inca, bem no centro da cidade (por 10 soles).

Em Lima – Lima foi o ponto final da viagem, então eu já estava um pouco cansada pra me aventurar muito por lá. Recomendo se hospedar em Miraflores, um bairro bem charmosinho. Vá até o Shopping Larcomar, que fica de frente para o Pacífico e tem uma vista incrível (além de diversas lojas, cinemas, bares e restaurantes). Você pode comer alguma coisa por lá, andar até o Parque del Amor e depois descer até a praia. O La Rosa Nautica é um restaurante que fica no final de um píer, e também vale uma visita, mesmo que seja só pelas fotos. Andando pela praia (de pedras e água bem gelada), você com certeza vai ser abordado por alguém oferecendo aulas de surf…e ao olhar pro céu, ver um punhado de gente voando de parapente (são duas coisas bem legais também pra se fazer por lá!).

Baladas – Confesso que não era muito o foco da minha viagem, mas acabei conhecendo o Mama Africa e o Inka Team em Cusco. São bem conhecidas, lotadas de turistas e vira e mexe toca um Michel Teló ou derivados (o que faz a galera pirar!). As duas ficam ao redor da Plaza de Armas. Em Lima, conheci o Sabor Peruano, que é uma balada mais dos ‘locais’. Fica na Calle de las Pizzas, que é o lugar onde se concentram vários restaurantes, bares e baladas de Miraflores. A maioria das baladas não cobra entrada.

Machu Picchu

Não preciso dizer que a tal cidade perdida dos incas faz jus ao título de maravilha do mundo moderno. O lugar tem uma energia única, estar lá chega a arrepiar e você não consegue parar de tirar fotos um instante sequer. Acho que é um lugar que todo mundo tem que conhecer…(e de fato parece que é o que está acontecendo, rs, porque é l-o-t-a-d-o o ano todo).

O único problema é que a visita tem um preço bem salgado. Só pelo ingresso você vai desembolsar uns R$ 100. Pelas passagens de trem, na classe mais simples, você pagará quase R$ 200. Pelo ônibus, uns R$ 30. Se quiser almoçar no (único) restaurante de lá, o buffet completo sai por mais uns R$ 75. Se quiser um tour guiado, vai ter ainda que contratar alguém lá na porta.

Existem algumas maneiras de chegar até lá. Recomendo que seja à partir de Cusco, pois é de lá que saem os principais trens ou trilhas:

Trem: O trem te leva até Águas Calientes (3h30 de viagem), que é o último vilarejo antes de MachuPicchu, e de lá você pode pegar um ônibus (20min) ou subir a pé mesmo. Existem duas empresas que oferecem o transporte (Inca Rail e Peru Rail – http://www.incarail.com https://www.perurail.com/en/ ) e dentro delas os preços dos trens variam, dependendo do tipo de viagem você quer fazer. De Águas Calientes saem ônibus de 15 em 15 minutos, à partir das 5h30.

Trilha: Na minha opinião, é a melhor maneira de chegar a Machu Picchu. Se você tem tempo disponível e espírito aventureiro, recomendo muito. A mais conhecida é a Inca, mas como eu já havia dito, é muito concorrida e você deve reservar com bastante antecedência. Por esse motivo, acabei fazendo a Salkantay. Ela tem duração de 5 dias e 4 noites, e fechando o pacote você tem incluso: transporte desde o seu hostel em Cusco até o lugar de início da trilha, guia bilíngüe (que também faz o tour em Machu Picchu), barracas, todas as refeições (com opção vegetariana), mulas que carregam sua bagagem (até 5kg), hospedagem em hostel em Águas Calientes, ingresso a Machu Picchu, transporte de volta a Cusco, balão de oxigênio e kit de primeiros socorros.

Recomendo não fechar o pacote antes, porque estando em Cusco você pode pesquisar a agência que tem o melhor preço (varia muito). Eu paguei U$ 235, com o saco de dormir incluso (você deve levar o seu ou alugar um), mas conheci gente que pagou até menos que isso. Eu fechei o pacote com um guia que foi muito recomendado por brasileiros (e de fato não me arrependi!), o Rolando Auccaupuri (ub81_wayra@hotmail.com). Não vou negar que a trilha exige um pouco de preparo físico, porque além de ser bastante puxada, em alguns trechos a altitude também dificulta bastante. Mas não é nada do outro mundo, afinal de contas, eu mesma consegui terminar sem reclamar muito, rs (uma fumante semi-sedentária). O que pegou mais na verdade foi ficar 2 dias sem tomar banho e algumas bolhas nos pés (sim, leve um estoque de lenços umedecidos e uma boa e já amaciada bota de trekking).

O parque funciona até às 17h. Recomendo chegar antes de abrir (já tem fila), pra poder aproveitar mais e tirar umas fotos antes da multidão entrar. Depois da visita guiada você pode andar pelas ruínas ou ainda subir as montanhas de MachuPicchu e WuaynaPicchu. Eu não consegui comprar o ingresso antes, o que acabou sendo melhor, porque depois de andar 5 dias seguidos eu não estava com muito pique pra isso mesmo.

Dicas importantes

  • Pechinche sempre. Tanto na Bolívia, quanto no Peru, existe o preço normal e o preço do turista. Então prepare-se pra negociar tudo, desde o preço da água, até as passagens, os artesanatos, TUDO.
  • Se você tem carteirinha de estudante ISIC, leve com você. Eles aceitam em quase todos os lugares.
  • Recomendo sempre levar umas guloseimas na bolsa/mochila. A maioria dos passeios duram o dia todo e nem sempre você vai achar um lugar pra comprar alguma coisa. Leve também lenços ou um rolo de papel higiênico (todos os banheiros, além de sujos, não têm papel).
  • Ande sempre com uns trocados. A maioria dos banheiros públicos cobra uma ‘taxa’ (e não vá achando que por isso eles são limpos) e às vezes até pra tirar fotos (uma criancinha com uma roupa típica, por exemplo), você tem que pagar.
  • Não leve tanta coisa na mochila, você vai ter que carregá-la pra cima e pra baixo (as coisas são muito baratas na Bolívia, então é uma opção comprar algumas roupas de frio por lá mesmo, por exemplo).
  • Não esqueça de carregar a bateria da câmera sempre que chegar no hostel (meio óbvio, mas acredite, tem gente que fica na mão).
  • Leve uma lanterna pequena. Principalmente para a trilha, mas também pra quando estiver todo mundo dormindo no hostel…você não vai precisar acender a luz do quarto pra fazer ou procurar alguma coisa.
  • Protetor solar é item indispensável. Por causa do vento você nem sente o sol queimar.
  • Em Machu Picchu você pode carimbar seu passaporte. Então se for do seu interesse, leve.
  • Ao contrário do que li por aí, não é tão fácil pagar as coisas com cartão por lá. Então leve dinheiro suficiente.
  • Os táxis lá não têm taxímetro. Combine antes o valor da corrida e procure saber com antecedência mais ou menos quanto custa normalmente o trajeto, pra não ser enganado pelo taxista. Opte sempre por esse meio de transporte, porque o transporte público por lá é um caos (geralmente são vans lotadas e mal da pra saber de onde vêm e pra onde vão).
  • Ao chegar nesses países e enfrentar altitudes que podem chegar a mais de 5.000m, a maior parte dos turistas sofre um pouco com o ‘soroche’ (mal de altitude). Você pode sentir dores de cabeça, náuseas e falta de ar. Mas isso passa: basta um ou dois dias de ‘aclimatação’, quando é recomendável que você tome muita água, não faça muito esforço físico e evite o consumo de álcool e cigarro. Além disso, o que pode ajudar bastante são os chás de coca, as folhas de coca (mastigar) e as ‘soroche pills’ (você encontra em qualquer farmácia).

Linda e corajosa viajando sozinha, minha amiga querida!

Peru, Machu Picchu e Bolívia

Minha amigona Gabi fez essa viagem incrível e sozinha! Pedi para ela anotar os detalhes e contar por aqui. No fim ela mesma escreveu o post, bem explicadinho e detalhado. Ficou ótimo, muito muito obrigada Gabi!!

Depois de ter postergado por muito tempo, finalmente fiz meu mochilão pela Bolívia e pelo Peru…e foi incrível!

É um prato cheio pra quem gosta de se aventurar, estar em contato com a natureza, com a história, com culturas diferentes, conhecer pessoas, etc.

A viagem foi no estilo mochilão mesmo, e por isso as dicas aqui vão pra quem está procurando uma viagem mais barata…com um pouco menos de conforto e mais sujeita a imprevistos, mas não menos divertida e enriquecedora.

Planejamento

Apesar ter pensado durante muito tempo sobre fazer essa viagem, tive poucas semanas pra me programar de fato. Acabei pagando mais caro por algumas coisas e tive um ou outro problema de logística. Ainda assim, eu não mudaria nada, pois acho que tudo faz parte, e lidar com os imprevistos também! Mas se você tem tempo, e prefere ter um mínimo de planejamento, aconselho a começar o quanto antes:

Passaporte, visto e outros – não é preciso passaporte nem visto para viajar para esses países, apenas o RG original. Na fronteira com a Bolívia você deve passar pelo posto da Polícia Federal para pegar um ‘papel de saída’ do Brasil e depois no posto boliviano para pegar um ‘papel de entrada’ na Bolívia. Esse último é super importante! É um papel verde que vão te pedir a TODO momento. Eu não peguei o meu porque o posto estava fechado quando cheguei. Acabei tendo que pagar uma propina para um policial boliviano por causa disso, pois já me pediram o papel assim que entrei no trem. Para entrar no Peru é a mesma coisa: passe no posto boliviano para ‘dar saída’, depois no peruano para ‘dar entrada’ e guarde os papéis sempre com você. Eles são bem chatos com isso e essa coisa de propina parece que é cultural mesmo – eles tão sempre querendo inventar alguma coisa pra tirar um dinheirinho fácil dos turistas desavisados.

Vacinas – antes de viajar, eu li em todos os lugares a informação de que precisaria do Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela. Tomei a vacina, andei pra cima e pra baixo com o tal certificado e não me pediram uma única vez. De qualquer forma eu aconselho a tomar e com certa antecedência (no mínimo 10 dias antes de viajar).

Câmbio – a moeda da Bolívia é o boliviano e a do Peru é novo sol. Quando viajei, a cotação das moedas estava mais ou menos assim: 1U$ = 6,8 bolivianos = 2,6 soles. Tanto na Bolívia quanto no Peru você consegue trocar dinheiro com muita facilidade. Em todo lugar tem uma ‘casa de câmbio’ ou alguém trocando dinheiro na rua mesmo. Pode confiar, é um meio quase ‘legal’ por lá e eu não tive nenhum problema com notas falsas. É só ficar atento e dar uma pesquisada pra ver onde a cotação está melhor.

Passeios – existe um limite de visitantes em Machu Picchu, para fazer a Trilha Inca e para subir Wayna Picchu (que é aquela montanha que você vê nas fotos de Machu Picchu). Ingresso para Machu Picchu você não precisa comprar com taaanta antecedência, mas se quer fazer a trilha ou subir a tal montanha, aconselho a comprar antes. Você pode fazer isso pelo site www.machupicchu.gob.pe. Para chegar em Machu Picchu da forma tradicional (não ‘camelando’), você precisa comprar também uma passagem de trem. Então se estiver indo na alta temporada, compre antecipadamente pelo site www.perurail.com ou www.incarail.com.pe.

Sites úteis – na internet você encontra uma infinidade de informações sobre essa viagem. Um site que foi muito útil pra mim foi owww.mochileiros.com. Lá você encontra de tudo: desde relatos super completos sobre as viagens de outros mochileiros, como tópicos de gente que está procurando companhia pra viajar e até tutoriais de como comprar uma bota de trekking, por exemplo! Exatamente TUDO que eu precisava saber, encontrei nesse site. Outro site bem completo é o www.lonelyplanet.com.

Quando ir

O inverno, apesar de ser a época mais visitada (prepare-se pra disputar com mais um monte de turistas na hora das fotos em MachuPicchu), é a melhor época pra visitar esses países, pois é menos chuvosa. Fiz a viagem em agosto, então não peguei um diazinho de chuva sequer. O clima é frio, principalmente a noite e nos lugares mais altos. Mas durante o dia é geralmente mais tranqüilo e dá até pra ficar de shorts e camiseta. A melhor coisa é se vestir sempre ‘em camadas’ (uma camiseta, uma blusa um pouco mais quente e uma jaqueta ou corta-vento).

Como ir

As pessoas fazem essa viagem das mais variadas formas. Você pode fazer tudo via terrestre, tudo de avião, ir de um jeito e voltar de outro, enfim…vai depender da sua vontade, do dinheiro e do tempo que você dispõe.

Desde que comecei a pensar nessa viagem, decidi que seria via Trem da Morte. Esse trem liga Puerto Quijarro (fronteira com Corumbá-MS) a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Existem algumas histórias pra justificar o nome, mas o fato é que de ‘morte’, o trem não tem nada. Viajei na categoria Súper Pullman, que é bem tranqüila, com bancos reclináveis e restaurante. Você pode jantar alguma gororoba lá por cerca de 20 bolivianos (uns R$ 6). A passagem custou 127 bolivianos (uns R$ 40) e a viagem até Santa Cruz dura cerca de 17 horas. Recomendo consultar os dias e horários antes (www.ferroviariaoriental.com) e fazer uma reserva (fiz isso pelo e-mail: marcelo.saavedra@fo.com.bo).

Dos demais trajetos que fiz, a maioria foi de ônibus. É um dos meios mais comuns e baratos de se viajar dentro e entre esses países. Antes de ir, li diversos relatos sobre essas viagens, dizendo que as estradas eram péssimas e os ônibus piores ainda. Algumas estradas não são boas mesmo, mas não achei nada do outro mundo. Também tive sorte com os ônibus, mas acho que foi porque fui anotando os nomes das companhias que o pessoal recomendava na internet (como a Trans Copacabana, Tour Peru, Nuevo Continente, Cruz del Sur, etc.). O pior que passei foi um ônibus com o banheiro quebrado entre Santa Cruz e La Paz, mas o motorista ia fazendo algumas paradas rápidas, então deu pra sobreviver. Bem comum também é o transporte através de vans (não aconselho, porque são bem desconfortáveis e as malas vão amarradas em cima do carro, o que nem sempre é seguro).

A volta (Cusco – Lima – São Paulo) fiz de avião mesmo, por falta de tempo e também por preferir um pouco de conforto depois do desgaste da viagem.

Trip: Las Vegas – Parte V

Último post sobre o roteiro da viagem! Las Vegas!!

Foto tirada no avião – Muuuita luz

Em Las Vegas é tudo muito grande, colorido, cheio de luzes, shows, jogos, diversão pronta para adultos, a cidade realmente nunca dorme, foi uma ótima pedida para finalizarmos a viagem com chave de ouro!

Transporte

Em São Francisco pegamos um voo para Las Vegas, é um voo rápido (+- 1h 30m) e tranquilo! Compramos através da Decolar.com ainda no Brasil.

Muitos que fazem essa rota optam por ir de Los Angeles para Las Vegas ou de São Francisco para Las Vegas de carro! As distâncias:

Los Angeles – Las Vegas: 370km

São Francisco – Las Vegas: 750km

Na cidade você definitivamente não precisa alugar carro, os principais hotéis ficam no mesmo local (Las Vegas Boulevard), então bastante coisa você faz a pé. Caso precise ir para algum lugar mais distante, há bastante opções de taxis e shuttles nos hotéis.

Hospedagem

Todos hotéis são enormes, com cassinos lindos, restaurantes, lojas e shows. Logo você vai perceber que tudo acontece nos hotéis. Optamos por ficar no Hard Rock Hotel, por ser mais “para jovens” e não ficar localizado no burburinho.

O hotel foi ótimo, os preços em todos hotéis são relativamente bons, mais barato do que todas outras cidades que ficamos (tudo para você poder gastar mais jogando), mas é realmente um hotel bem voltado para jovens, com rock 24 horas rolando alto no cassino, duas baladas, e pool party aos domingos!

Quarto Hard Rock Hotel

Atrações

  • Cassinos: Praticamente todos hotéis têm cassinos enormes, os mais legais na minha opinião: The Venetian, Bellagio (o show de águas na frente, é ímperdivel), Ceasar Palace, Ny Ny, Wynn e Hard Rock (como disse antes, é uma pegada bem mais jovem aqui).
  • Cirque de Soleil: Nós fomos no “Love”, um espetáculo só com músicas dos Beatles, maravilhoso!! Além desse, há o famoso “O” (espetáculo com águas), o “Mystere” (mais clássico) e o “Zumanity” (espetáculo mais sensual). Recomendo comprar antes pela internet, pois a fila é enorme!
  • Shows Variados: Tem muitas opções, esse site é ótimo para ver todos disponíveis, mas vale citar: o show de mágica do Cris Angel, o Viva Elvis e o famosíssimo da Celine Dion.
  • Stratosphere: É um hotel com cassino e tals, mas a grande atração está nos brinquedos da cobertura, adrenalina pura.

“Show” das águas!

Grand Canyon 
 Você pode visitá-lo de carro, de helicoptero e até de avião, nós não conseguimos ir por falta de tempo! Mas vou compartilhar a dica de duas amigas:
Dica da Fran:
Na verdade eu fiz um de aviaozinho, fechamos na avenida principal de Vegas (aliás, todas ofereciam a opção avião e helicóptero e o preço variava bem de uma pra outra).
Pegaram a gente no hotel de manhã num ônibus, levaram até um aeroporto pequeno e embarcamos num aviãozinho, mas foi tranquilo porque a paisagem é linda lá de cima e você se distrai rs! Depois ficamos livres por um tempo legal pra tirar fotos, comer, admirar o lugar e voltamos. Chegamos no hotel no final da tarde. 

Dica da Sâmia:

Fiz um tour do Grand Canyon que o guia te pega no hotel de van, ao chegar lá desce de helicoptero dentro do canyon, faz um passeio de barco pelo Colorado river, sai de helicoptero do canyon, vai no skywalk (aquela ferradura de vidro sobre o canyon) e o guia te leva de volta para o hotel. Na época pesquisei bastante e o tour mais em conta que incluía tudo isso foi o da http://www.adventuressouthwest.com/. Pegamos um guia super legal chamado Harry, se decidir ir com eles veja se ele está disponível.


Las Vegas foi ótimo, recomendo uns 4 dias para ver tudo e aproveitar todos os shows!

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Trip: São Francisco – Parte IV

Bom vamos lá, penúltima parada da viagem: São Francisco!

Saindo de Carmel fomos de carro para SF, pela Highway1. Descarregamos as malas e devolvemos o veículo na Hertz.

Transporte

Ao contrário de Los Angeles, não precisa ficar de carro na cidade. Não é tão fácil de estacionar, tem mais táxis (não tanto quanto NY) e ainda os famosos “cable cars”!

No segundo dia, estávamos um pouco perdidos pois ainda tinha muito para ver e apenas dois dias, então compramos uma “passagem” em um ônibus turístico (tem de várias empresas na cidade, você vai vê-los bastante, são vermelhos).

Custa US$ 40/ pessoa e vale por 48horas, no começo eu não queria, mas valeu muito a pena, pois ele vai direto para os pontos mais importantes (tirando o SF Moma, o bus passa em todos pontos que eu menciono abaixo), e você pode embarcar e desembarcar a qualquer momento. Além do que, não precisávamos mais gastar com táxi durante o dia.

Japanese Tea Garden

Clima

SF venta bastante e o tempo muda de repente, foi a cidade mais fria do roteiro, mesmo que pela manhã esteja sol, leve um casaco, pois no fim da tarde a temperatura cai bastante (no ônibus a parte de cima é aberta, faz muito frio)!

Hotel

Nos hospedamos no Larkspur Hotel, a localização é ótima, bem no coração da Union Square, serviço ótimo, porém o quarto é bem pequeno..

Passeios

  1. San Francisco Museum of Modern Art – Bem divertido, até aqueles que acham museus chaaatos, vão gostar desse! As obras são bem inusitadas, como a escultura de LED logo na entrada! Ah e no último andar procure o Wally no telhado a frente!
  2. Ferry Building – Próximo à não tão famosa “Bay Bridge, funciona como um mercado durante o dia, com lojinhas, restaurantes e locais para degustar vinho!
  3. Fisherman’s Warf – O local fica próximo ao famoso píer 39 e à Ghirardelli Square (antiga fábrica de chocolates), é todo colorido, cheio de lojas e turistas, muito turistas.. mas tem que conhecer, comer um cheese hot dog nas barraquinhas e tirar umas fotos.
  4. Lombardi St – A rua mais íngreme de todas, os carros precisam passar em zigue zague por ela, o local é todo florido e tem uma vista linda da cidade!
  5. Alcatraz – A famosa prisão de figuras como Al Capone, hoje funciona como um parque nacional, aberto para visitações. Para o tour, compre o ingresso antes pela internet, pois eles esgotam super rápido!
  6. Chinatown – Aqui fica a maior comunidade chinesa fora da Ásia, tem várias lojas de besteirinhas e restaurantes, se você quer comer pato, aqui é o lugar!
  7. Golden Gate – Para visualizar a ponte você tem duas opções: o ponto norte e o ponto sul. Mas, a melhor forma é alugar uma bike no Fisherman’s Warf e ir pedalando até Sausalito, que fica após o ponto sul da ponte, você verá a ponte de todos os ângulos praticamente, inclusive atravessa ela pedalando. Não precisa ser super atleta para fazer esse passeio, pois até Sausalito é só descida e na volta tem a balsa, que te deixa justamente no Fisherman’s Warf.
  8. Sausalito – Cidadezinha linda, povoada por muitos artistas, pintores e escultores, porém tem bastante turista, planejávamos almoçar lá, mas como estava tudo cheio voltamos para SF!
  9. Haight e Ashbury – São os bairros mais descolados, onde começou o movimento hippie! Vale passear uma tarde por lá!
  10. Castro St – A famosa rua dos gays é repleta de lojas voltada ao público homossexual e bastante bandeiras coloridas, falaram que a noite fica bem agitado, mas fui durante o dia mesmo!
  11. San Francisco Opera – Se estiver em cartaz, recomendo assistir uma. Fomos ver Attila e foi ótimo, o lugar é lindo! Vale lembrar que em óperas o pessoal vai mais “na estica”, opte por trajes mais sociais.
  12. Palace of Fine Arts – Próximo ao ponto norte da Golden Gate, tem um lago na frente, é lindo!

Restaurantes

Em SF não demos muita sorte com restaurantes, fomos em um chamado Epic, que tem uma vista linda para a Bay Bridge, é especializado em Steaks! Em outra noite fomos ao Yoshi’s Sushi, atraídos pela ideia de jazz ao vivo + sushi, mas a comida nem era boa e os preços caros! Uma surpresa boa foi o Great Eastern em Chinatown e olha que eu nem sou fã de comida chinesa!

Muita gente que vai para SF, faz o passeio de um dia para Napa Valley, eu não fiz, mas é uma opção legal, no hotel eles indicam as melhores empresas…

São Francisco é uma cidade que vive de turismo, então tem muita coisa para visitar, vale ficar uns 4/5 dias na cidade!

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Trip: Santa Barbara + Carmel – Parte III

Como dito antes, fomos para San Diego somente por causa do show do Van Halen, então não deu para conhecer muito. De lá fomos de carro até Santa Barbara pela Highway 1, cidadezinha linda, vale muito a pena conhecer se você fizer essa rota.

Santa Barbara

Em Santa Barbara tudo acontece na State Street, nos hospedamos no Orange Tree Inn, hotel bem médio, que fica logo no começo da State. Ao longo dessa rua estão todos bares, restaurantes, lojas e no fim dela fica o Píer!

A cidade tem uma arquitetura claramente espanhola e é bem agitada, com bastante jovens. Recomendo reservar uma mesa e jantar no Arigato, um restaurante japonês bem descoladinho e com pratos ótimos, foi um dos melhores jantares da viagem.

Hearst Castle

A caminho de Carmel demos uma parada no Hearst Castle, lembram do filme “Cidadão Kane”? Pois é, a história é sobre (baseada) em Willian Randolph Hearst, um magnata da imprensa americana durante o começo do século XX. Hearst realmente existiu E construiu um castelo enorme para morar com sua família e hoje o local virou um parque estadual e pode ser visitado.

Você vai gastar cerca de duas horas para fazer o tour, mas é bem legal, a vista é linda, cheio de obras de arte e nada como poder tirar umas fotos nos locais que Hearst relaxava  com seus amigos famosos, como Charles Chaplin.

Carmel

Carmel é famosa por ser “a cidade do Clint Eastwood”, isso porque além de morador, ele foi prefeito da cidade. Ficamos hospedados no Comfort Inn e foi ótimo, preço, localização e quartos, recomendo!

A cidade é muito charmosa, muitas galerias de arte, mas um pessoal mais velho, então tudo acontece mais cedo, pois a noite o movimento é zero. Demos a sorte de escolher dois restaurantes ótimos: o Casanova (italiano) e o La Bicyclette (melhor creme de cogumelos da vida), não perca se passar por lá.

A cidade é pequena e dá para conhecer em um dia, mas vale a pena se hospedar 2 dias por lá e conhecer Pebble Beach e Monterey (onde tem um aquário gigante) que ficam a 5 minutos de Carmel.

Adorei Santa Barbara e Carmel, uma das melhores partes da viagem na minha opinião. São duas cidades muito agradáveis e bem românticas!

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