O Essencial – Constanza Pascolato

o-essencial-costanza-pascolato-reedicaoEu, definitivamente, não sou a pessoa mais indicada para falar sobre moda. Por isso mesmo, quero dar a dica de um livro que me surpreendeu nesse assunto. Como o próprio título diz, nessa reedição a Constanza consegue nos mostrar o que é “essencial” uma mulher ter no guarda-roupa, o que é necessário e o que é bom, mas não obrigatório.

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Após ler o livro percebi que é muito mais importante eu ter uma boa saia preta na altura do joelho, um tubinho preto que me cai bem, um par de calça jeans de tecido escuro e corte tradicional (nem muito largo, nem muito justo na barra), um blazer preto bem cortado, uma camisa branca sem detalhes excessivos, algumas camisetas brancas de tecido bom, do que centenas de blusinhas, sainhas e calças variadas. Pois é mais difícil errar usando essas roupas mais clássicas.

Se quiser ousar, ouse nos acessórios, nos detalhes, combine uma camiseta branca com um maxi-colar, ou um tubinho preto com um belo par de brincos e um salto alto. Mas claro, que quando me dá vontade, continuando usando minhas roupas “fast fashion”, o importante é saber onde focar seus gastos.

Além disso, ela nos dá dica de qual cor de tecido usar, o tipo de roupa para cada corpo, como identificar um bom tecido, dicas de comportamento que vão além da roupa. Acho que quem é mais “cru” nesse assunto como eu, vai adorar! Leitura fácil, enriquecedora e gostosa!

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Para quem gosta do assunto, sugiro conhecer dois blogs: o da Consuelo Blocker (filha da Constanza): http://www.consueloblog.com/ e o da própria Constanza: http://www.costanzapascolato.com.br/.

O livro está a venda na Saraiva.

Como ter uma vida normal sendo louca

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Quando a Jana Rosa lançou junto com a Camila Fremder esse livro, eu que acompanho a Jana há tempos, e acho ela cheia de sacadas inteligentes e divertidas, fui correndo comprar!

Sem exageros, o livro é só risada do ínicio ao fim, aqueles papos femininos, nóias que toda mulher tem, elas acharam um jeito muito leve de falar sobre isso.

Cada capítulo que eu lia, me identificava ou identificava uma amiga e lá tava eu tirando foto do livro e mandando por whatsapp para as amigas. É o perfeito manual para a mulher moderna.

Os capítulos têm nomes como: “A vida depois de ser taggeada em uma foto feia com muitos likes e comentários”, “Dez dicas para quando encontrar alguém que te deu um pé na bunda justamente quando você estiver sem maquiagem e com roupas feias” e “quinze maneiras de irritar alguém que você odeia mas finge que gosta”.

Ótima idéia para presentear as amigas também!!

Liberdade – Jonathan Franzen

Acabei de ler Liberdade, do Jonathan Franzen e gostei bastante, li super rápido em menos de uma semana.

O livro foi publicado em 2010, nove anos após “As correções”, um sucesso do mesmo autor.

O livro é bom, prende bastante a atenção, o autor disseca bem todos os personagens, as dúvidas, os problemas, são todos bem contemporâneos. Mas não tem como não comentar a quantidade de erros de traduções, eu até achei que eu estava sendo muito cri cri! Mas, dei uma pesquisada na internet e vi bastante reclamações.

Por exemplo:

Erros de português: “Comessasse” ao invés do correto “Começasse” (juro.)

Umas passagens esquisitas como:

“O que foi isso?”, perguntou Richard.
“Nada. Desculpe.”
“Então, de qualquer maneira.”
“De qualquer maneira.”
“Resolvi que não ia.”
“Certo. Entendi. É claro.”
“Certo, então.”

Quem fala “de qualquer maneira” e o outro responde “de qualquer maneira” no telefone? Provavelmente em inglês estava “Anyway..” e essa tradução não funcionou.

Outra frase: Mergulhou na massa com os cotovelos bem altos, emergiu do meio da imundície de cara para Carter e sua garota cintilante e continuou em renovando até se ver na calçada…”

???? seria continuou andando? Ou até mesmo renovando-se?

Achei meio bizarro isso.. Mas, é claramente um problema na tradução (alô Companhia das Letras), e não culpa do autor.

Sinopse: A história de Liberdade gira ao redor de um trio de protagonistas. Walter e Patty Berglund formam, junto com os filhos adolescentes Joey e Jessica, uma típica família norte-americana liberal de classe média. Richard Katz é um roqueiro descolado que tenta fugir da fama que tanto buscava no passado. Os três se conhecem no final dos anos 1970, na Universidade de Minnesota, e a partir daí suas vidas se entrelaçam numa complexa relação de amizade, paixão, lealdade e traições que culminará com uma série de conflitos decisivos na primeira década do novo milênio, época em que o conceito de liberdade parece tão onipresente quanto fugidio.

É tudo tão simples

Dona Elanni gostou de escrever para o blog, após o Blackberry de Hamlet já veio com outro post, eu nunca li Danuza Leão, mas sei que ela e muita gente adoram. Então segue a dica!

No post anterior falei sobre um livro que toca muito no assunto “etiqueta”. Como? Etiqueta nos dias de hoje? Eis que lembrei de dois livros que li há algum tempo, de uma escritora que adoro, a Danuza Leão.

Ela lançou seu primeiro livro sobre etiqueta e comportamento em 1992, o “Na sala com Danuza”. Este, foi um presente  de leitura, porque através de uma escrita fácil e inteligente ela foi descrevendo e explicando os códigos de etiquetas e comportamentos que acabamos pulando, esquecendo. Um aprendizado leve e divertido.

Em 2011 ela lançou o “È tudo tão simples”. Nesse  livro ela conta como deixou a vida mais simples: se desvinculando de objetos e pessoas  que nada nos dizem e descomplicando ao máximo o dia a dia.  Em um dos capítulos, por exemplo, ela questiona porque precisamos ter 5 pares de sapato preto?

Isso vindo de uma mulher que teve o auge como modelo/ socialite. Em um outro ela explica o porque que nao tem mais carro: anda a pé, de táxi, de transporte público… O livro é muito bom, com dicas preciosíssimas para o nosso dia a dia, e mantém a escrita ágil, inteligente e segura.

Encerro aqui, com duas frases que ela escreveu e acho show:

“Andei pensando nessa história de simplificar e vejo que passei a primeira metade da minha vida querendo ter as coisas — todas as coisas — e estou passando a segunda metade querendo me desfazer das coisas, e ficar apenas com o essencial”

“Não é impossível aprender a se desligar dos que te fazem mal, de só estar perto de quem te faz bem e lembrar, tantas vezes quanto possível, das coisas boas que a vida está te dando. E assim tentar ser mais feliz.”

 

O Blackberry de Hamlet

A “opinião sobre o livro” de hoje é especial, escrita pela minha mãe, a Elanni! A gente sempre troca muito livro, eu leio gosto e passo pra ela e vice-versa. O livro de hoje eu comprei, mas como to com uns outros “na fila” já passei pra ela e ela adorou!

Li o livro “O Blackberry de Hamlet”, de William Powers..comecei meio sem querer, de surpresa e de repente, me empolguei: como vivemos nos dias de hoje conectados 24h por dia! Sou extremamente ligada: adoro internet, uso email, redes sociais, sms. Não somente por ser deficiente auditiva, o que me impede de escutar no telefone, mas porque realmente gosto.

O autor coloca bem claro o quanto fazemos uso, muitas vezes absurdos de todos os canais. Nos faz pensar em como não mais nos ‘desligamos’ da ultima notícia, da fofoca mais quente, da foto postada! Queremos saber sempre tudo em ‘primeira mão’,nos desligar da rede nos torna (talvez à nosso ver) um verdadeiro paria! Mas será essa necessidade uma benção ou uma praga? Aí entra a ótima escrita do autor: ele nos mostra as vantagens e as desvantagens….e nos deixa escolher!

È um livro muito fácil de ler, mesmo que seja um assunto sério, particularmente acho que estamos todos abusando desse ’não desligar’, sinto estranheza quando estamos no meio de uma conversa, entre amigos e de repente o outro para, de falar ou de ouvir, para ver uma foto, mandar um torpedo. Muitas vezes vejo minhas filhas, numa chuvosa tarde de domingo deitadas esparramadas: para descansar, ver um filme..e eis que PIMPA,o telefone apita e lá se vai o relaxamento. Inclusive já presenciei pessoas que levam o celular na pratica da yoga.

Por isso acho que esse livro deveria ser ‘obrigatório’ principalmente para os ‘viciados’. Uma forma clara de entender onde acaba a necessidade e começa o vicio!

Sinopse: Computadores, celulares, tablets: maravilhas da tecnologia que nos mantêm conectados e em sintonia com tudo o que está acontecendo no planeta. Mas o que acontece quando o engajamento nas novas formas de comunicação demanda tanta atenção que nos priva do que é realmente importante?

Para resolver esse impasse, é preciso um novo modo de pensar, uma filosofia prática para um cotidiano repleto de telas. Recorrendo a alguns dos pensadores mais brilhantes da história – de Platão a Thoreau, passando por Shakespeare -, o livro demonstra que a conectividade digital só é útil se conseguirmos descolar a vida real da vida virtual.

Alegre, original e instigante, “O Blackberry de Hamlet” nos desafia a repensar nosso dia a dia e a retomar o controle da nossa vida.

Para relaxar: Marian Keyes

Ler um livro interessante, que você aprende, pensa sobre o assunto, acrescenta conhecimento novo, é uma delícia não?

Mas, muitas vezes, nós queremos apenas ler algo tranquilo, sem compromisso, que faça o tempo passar.. Nessas horas, não penso duas vezes e corro para os livros da autora irlandesa: Marian Keyes.

Seus livros, mesmo abordando temas sérios, como vícios em álcool, drogas, violência doméstica e depressão pós-parto, são escritos através de histórias sobre o universo feminino, de forma leve e divertida. É o tipo de livro que você começa a ler, fica entretida, curiosa e quando vê já está acabando!

Comecei pelo Melancia e já li quase todos, falta apenas “um bestseller pra chamar de meu” e “É agora ou nunca”! Minhas indicações são: (em ordem de preferência mesmo)

Férias – A história é sobre uma garota, que acha que está apenas curtindo a vida, mas na verdade está viciada em alcool e cocaína. O período de férias dela é na verdade em uma rehab, parece pesado, mas como eu disse, acaba sendo hilário.

Tem alguém aí? – Esse na verdade eu gostei muito, mas me emocionou bastante, é o livro mais “triste” dela na minha opinião.

Casório – Hahaha super me identifiquei com esse, pois tive uma fase em que frequentava a cartomante e acreditava plenamente em tudo que ela dizia (passou gente, juro!)

A estrela mais brilhante no céu – Esse é o último que eu li, são várias histórias diferentes, sobre pessoas que moram no mesmo prédio, é menos “viciante” que os outros, mas gostei bastante e li em uns 4 dias..

Bom, recomendo entre uma leitura e outra, risada garantida, todos são deliciosos!!

A insustentável leveza do ser

O livro do autor Milan Kundera foi lançado em 1984, eu comprei meio por acaso, sem saber da história e acabou ficando encostado. Até que um dia o Fred, meu amigo que sempre dá dicas boas de livro, disse que adorou e eu resolvi pegar sério para ler.

É muito bom, bem diferente do que eu estava acostumada a ler. A história gira em torno de Tomas, Teresa e Sabina. O desenrolar se da em Praga, final dos anos 60, quando a Rússia invadiu a Tchecoslováquia.

O próprio autor está presente em algumas partes (adorei quando ele diz como um personagem nasce de uma frase) e o livro é cheio de debates filosóficos, como: a leveza e o peso, a compaixão, a vida como uma única oportunidade (o que torna impossível saber se uma escolha foi a certa).

Ele mostra de certa forma, tão real que até choca, o quanto nosso passado influi nas nossas decisões atuais, sejam elas amorosas, sociais e até políticas.

Não dÁ para fazer uma sinopse muito resumida, pois o livro passa por muitos assuntos, e sempre muito fundo nas discussões, parece que nenhum tema fica superficial. Ouso até dizer que o Milan Kundera nos mostra situações de um ponto de vista inesperado, aquele olhar da situação que às vezes temos até medo de pensar “ah é por isso..”

Bom, leitura recomendada! Sei que tem um filme do livro, não assisti e já li algumas críticas ruins, então acho que nem vou ver para não apagar a imagem que eu formei.

“Até aqui, é claro que não tinha consciência disso, e é bem compreensível: o fim que se persegue está sempre oculto. Uma rapariga que quer um marido, quer uma coisa que desconhece completamente. O rapaz que anda em busca da glória não faz a mínima ideia do que a glória é. O que dá sentido à nossa conduta é sempre uma coisa completamente desconhecida.”

Ah, li essa crítica do livro e assino embaixo: http://wickedtwins.wordpress.com/2010/01/11/critica-literaria-a-insustentavel-leveza-do-ser/