Peru, Machu Picchu e Bolívia – Parte II

Segunda parte do post sobre o mochilão da Gabi no Machu Pichu, super completo, se vocês quiserem ver os posts armazenados na categoria, clique na tag Gabi Takamatsu no Peru.

Ah, todas as fotos dos dois posts foram tiradas pela Gabi!

Onde ficar

Tanto na Bolívia, quanto no Peru você encontra várias opções de hospedagem, até nas cidadezinhas mais inóspitas. Não reservei nada antes e não tive problemas pra achar lugar, mesmo sendo alta temporada. Recomendo muito esses dois hostels: Wild Rover (www.wildroverhostels.com) e Pariwana (www.pariwana-hostel.com). Eles são muito bem localizados, incluem café da manhã, internet, wi-fi, serviço de lavanderia e uns ‘charging lockers’ (armários com tomada onde você pode trancar pequenas coisas de valor e carregar seu celular, câmera, etc.). O legal é que eles possuem uma agência de turismo dentro do próprio hostel, então você pode fechar seus passeios lá mesmo. Eles também oferecem um depósito para deixar a bagagem, caso você fiquei alguns dias fora, fazendo uma trilha, por exemplo. O clima é muito bom, têm bares animados, com festas todos os dias.

O que fazer

Em La Paz: vá ao Chacaltaya, que é um monte nevado a mais de 5.300m de altitude. Lá ficava a estação de esqui mais alta do mundo, que foi desativada. Para chegar lá são umas 2h de Van, e depois você deve subir até o topo a pé. É bem cansativo, mas não é só a altitude que tira o fôlego (e tira mesmo)…porque as paisagens são incríveis! No mesmo dia fui ao Valle de la Luna, que são formações rochosas que lembram a superfície da Lua. Geralmente você consegue fechar os dois passeios no mesmo dia. Eu paguei 90 bolivianos + 30 de entrada nos dois lugares (uns R$ 37 no total). Geralmente em todos os tours que você fecha, o pessoal da agência te pega no hostel e te deixa numa praça ou rua principal. O tour dura o dia todo. Em La Paz ainda vale a pena fazer o passeio pelas ruínas de Tihuanaco (sítio arqueológico de uma importante civilização pré-inca), fazer downhill na ‘death road’ (uma das estradas mais perigosas do mundo) e ainda visitar o Mercado de las Brujas (onde se vende de tudo, desde os manjados artesanatos, até fetos de lhamas e produtos derivados da folha de coca).

Em Copacabana – Infelizmente só passei por lá, então não deu pra conhecer nada além de uma lan house, rs. Mas recomendo o passeio à Ilha do Sol, a mais importante do Lago Titicaca. Conheci muita gente que foi e adorou.

Em Puno – Também só passei uma tarde lá, mas foi o suficiente para conhecer as Ilhas Uros. São ilhas flutuantes, feitas de totora (uma espécie de planta que nasce no próprio lago), já na parte peruana do Titicaca. O guia te leva a uma das ilhas, te explica como são feitas, como vivem as famílias, etc. Depois você pode entrar nas casas, olhar os artesanatos e passear em uma gôndola, feita também com a tal totora. O passeio é interessante, mas eu não aproveitei muito porque estava cansada e com frio (recomendo fazer o passeio antes do sol se pôr). No final das contas, o mais sensacional foi ver o nascer da Lua refletindo nas águas do Titicaca, quando acabou o tour. Por esse passeio paguei 30 soles (uns R$ 25).

Em Cusco – a cidade é bem turística e bem mais estruturada do que as que eu tinha passado anteriormente durante a viagem. A Plaza de Armas é onde tudo acontece (parece que toda cidade boliviana e peruana tem uma). Para conhecer os principais pontos, você pode comprar um boleto turístico, que custa cerca de 140 soles (uns R$ 110) e dá direito a entrada em 16 atrações, entre museus e parques arqueológicos. Eu optei por comprar o ‘parcial’, que custa metade do preço e inclui 5 atrações, todas as que estavam inclusas no tour do Valle Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, passando também por alguns mercados de artesanato locais). Para quem gosta de museus, vale a pena visitar o Inca, bem no centro da cidade (por 10 soles).

Em Lima – Lima foi o ponto final da viagem, então eu já estava um pouco cansada pra me aventurar muito por lá. Recomendo se hospedar em Miraflores, um bairro bem charmosinho. Vá até o Shopping Larcomar, que fica de frente para o Pacífico e tem uma vista incrível (além de diversas lojas, cinemas, bares e restaurantes). Você pode comer alguma coisa por lá, andar até o Parque del Amor e depois descer até a praia. O La Rosa Nautica é um restaurante que fica no final de um píer, e também vale uma visita, mesmo que seja só pelas fotos. Andando pela praia (de pedras e água bem gelada), você com certeza vai ser abordado por alguém oferecendo aulas de surf…e ao olhar pro céu, ver um punhado de gente voando de parapente (são duas coisas bem legais também pra se fazer por lá!).

Baladas – Confesso que não era muito o foco da minha viagem, mas acabei conhecendo o Mama Africa e o Inka Team em Cusco. São bem conhecidas, lotadas de turistas e vira e mexe toca um Michel Teló ou derivados (o que faz a galera pirar!). As duas ficam ao redor da Plaza de Armas. Em Lima, conheci o Sabor Peruano, que é uma balada mais dos ‘locais’. Fica na Calle de las Pizzas, que é o lugar onde se concentram vários restaurantes, bares e baladas de Miraflores. A maioria das baladas não cobra entrada.

Machu Picchu

Não preciso dizer que a tal cidade perdida dos incas faz jus ao título de maravilha do mundo moderno. O lugar tem uma energia única, estar lá chega a arrepiar e você não consegue parar de tirar fotos um instante sequer. Acho que é um lugar que todo mundo tem que conhecer…(e de fato parece que é o que está acontecendo, rs, porque é l-o-t-a-d-o o ano todo).

O único problema é que a visita tem um preço bem salgado. Só pelo ingresso você vai desembolsar uns R$ 100. Pelas passagens de trem, na classe mais simples, você pagará quase R$ 200. Pelo ônibus, uns R$ 30. Se quiser almoçar no (único) restaurante de lá, o buffet completo sai por mais uns R$ 75. Se quiser um tour guiado, vai ter ainda que contratar alguém lá na porta.

Existem algumas maneiras de chegar até lá. Recomendo que seja à partir de Cusco, pois é de lá que saem os principais trens ou trilhas:

Trem: O trem te leva até Águas Calientes (3h30 de viagem), que é o último vilarejo antes de MachuPicchu, e de lá você pode pegar um ônibus (20min) ou subir a pé mesmo. Existem duas empresas que oferecem o transporte (Inca Rail e Peru Rail – http://www.incarail.com https://www.perurail.com/en/ ) e dentro delas os preços dos trens variam, dependendo do tipo de viagem você quer fazer. De Águas Calientes saem ônibus de 15 em 15 minutos, à partir das 5h30.

Trilha: Na minha opinião, é a melhor maneira de chegar a Machu Picchu. Se você tem tempo disponível e espírito aventureiro, recomendo muito. A mais conhecida é a Inca, mas como eu já havia dito, é muito concorrida e você deve reservar com bastante antecedência. Por esse motivo, acabei fazendo a Salkantay. Ela tem duração de 5 dias e 4 noites, e fechando o pacote você tem incluso: transporte desde o seu hostel em Cusco até o lugar de início da trilha, guia bilíngüe (que também faz o tour em Machu Picchu), barracas, todas as refeições (com opção vegetariana), mulas que carregam sua bagagem (até 5kg), hospedagem em hostel em Águas Calientes, ingresso a Machu Picchu, transporte de volta a Cusco, balão de oxigênio e kit de primeiros socorros.

Recomendo não fechar o pacote antes, porque estando em Cusco você pode pesquisar a agência que tem o melhor preço (varia muito). Eu paguei U$ 235, com o saco de dormir incluso (você deve levar o seu ou alugar um), mas conheci gente que pagou até menos que isso. Eu fechei o pacote com um guia que foi muito recomendado por brasileiros (e de fato não me arrependi!), o Rolando Auccaupuri (ub81_wayra@hotmail.com). Não vou negar que a trilha exige um pouco de preparo físico, porque além de ser bastante puxada, em alguns trechos a altitude também dificulta bastante. Mas não é nada do outro mundo, afinal de contas, eu mesma consegui terminar sem reclamar muito, rs (uma fumante semi-sedentária). O que pegou mais na verdade foi ficar 2 dias sem tomar banho e algumas bolhas nos pés (sim, leve um estoque de lenços umedecidos e uma boa e já amaciada bota de trekking).

O parque funciona até às 17h. Recomendo chegar antes de abrir (já tem fila), pra poder aproveitar mais e tirar umas fotos antes da multidão entrar. Depois da visita guiada você pode andar pelas ruínas ou ainda subir as montanhas de MachuPicchu e WuaynaPicchu. Eu não consegui comprar o ingresso antes, o que acabou sendo melhor, porque depois de andar 5 dias seguidos eu não estava com muito pique pra isso mesmo.

Dicas importantes

  • Pechinche sempre. Tanto na Bolívia, quanto no Peru, existe o preço normal e o preço do turista. Então prepare-se pra negociar tudo, desde o preço da água, até as passagens, os artesanatos, TUDO.
  • Se você tem carteirinha de estudante ISIC, leve com você. Eles aceitam em quase todos os lugares.
  • Recomendo sempre levar umas guloseimas na bolsa/mochila. A maioria dos passeios duram o dia todo e nem sempre você vai achar um lugar pra comprar alguma coisa. Leve também lenços ou um rolo de papel higiênico (todos os banheiros, além de sujos, não têm papel).
  • Ande sempre com uns trocados. A maioria dos banheiros públicos cobra uma ‘taxa’ (e não vá achando que por isso eles são limpos) e às vezes até pra tirar fotos (uma criancinha com uma roupa típica, por exemplo), você tem que pagar.
  • Não leve tanta coisa na mochila, você vai ter que carregá-la pra cima e pra baixo (as coisas são muito baratas na Bolívia, então é uma opção comprar algumas roupas de frio por lá mesmo, por exemplo).
  • Não esqueça de carregar a bateria da câmera sempre que chegar no hostel (meio óbvio, mas acredite, tem gente que fica na mão).
  • Leve uma lanterna pequena. Principalmente para a trilha, mas também pra quando estiver todo mundo dormindo no hostel…você não vai precisar acender a luz do quarto pra fazer ou procurar alguma coisa.
  • Protetor solar é item indispensável. Por causa do vento você nem sente o sol queimar.
  • Em Machu Picchu você pode carimbar seu passaporte. Então se for do seu interesse, leve.
  • Ao contrário do que li por aí, não é tão fácil pagar as coisas com cartão por lá. Então leve dinheiro suficiente.
  • Os táxis lá não têm taxímetro. Combine antes o valor da corrida e procure saber com antecedência mais ou menos quanto custa normalmente o trajeto, pra não ser enganado pelo taxista. Opte sempre por esse meio de transporte, porque o transporte público por lá é um caos (geralmente são vans lotadas e mal da pra saber de onde vêm e pra onde vão).
  • Ao chegar nesses países e enfrentar altitudes que podem chegar a mais de 5.000m, a maior parte dos turistas sofre um pouco com o ‘soroche’ (mal de altitude). Você pode sentir dores de cabeça, náuseas e falta de ar. Mas isso passa: basta um ou dois dias de ‘aclimatação’, quando é recomendável que você tome muita água, não faça muito esforço físico e evite o consumo de álcool e cigarro. Além disso, o que pode ajudar bastante são os chás de coca, as folhas de coca (mastigar) e as ‘soroche pills’ (você encontra em qualquer farmácia).

Linda e corajosa viajando sozinha, minha amiga querida!

One thought on “Peru, Machu Picchu e Bolívia – Parte II

  1. Genial…….quero muito fazer este passeio também,deve ser único!!!!!! Parabéns Gabi por ter tido coragem de ir sozinha!!!!!! com certeza esta aventura estará sempre dentro de teus tesouros de cultura e “tesouros” estes que a traça não come nem o ladrão surrupia!!!!!! beijinnss

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