Peru, Machu Picchu e Bolívia

Minha amigona Gabi fez essa viagem incrível e sozinha! Pedi para ela anotar os detalhes e contar por aqui. No fim ela mesma escreveu o post, bem explicadinho e detalhado. Ficou ótimo, muito muito obrigada Gabi!!

Depois de ter postergado por muito tempo, finalmente fiz meu mochilão pela Bolívia e pelo Peru…e foi incrível!

É um prato cheio pra quem gosta de se aventurar, estar em contato com a natureza, com a história, com culturas diferentes, conhecer pessoas, etc.

A viagem foi no estilo mochilão mesmo, e por isso as dicas aqui vão pra quem está procurando uma viagem mais barata…com um pouco menos de conforto e mais sujeita a imprevistos, mas não menos divertida e enriquecedora.

Planejamento

Apesar ter pensado durante muito tempo sobre fazer essa viagem, tive poucas semanas pra me programar de fato. Acabei pagando mais caro por algumas coisas e tive um ou outro problema de logística. Ainda assim, eu não mudaria nada, pois acho que tudo faz parte, e lidar com os imprevistos também! Mas se você tem tempo, e prefere ter um mínimo de planejamento, aconselho a começar o quanto antes:

Passaporte, visto e outros – não é preciso passaporte nem visto para viajar para esses países, apenas o RG original. Na fronteira com a Bolívia você deve passar pelo posto da Polícia Federal para pegar um ‘papel de saída’ do Brasil e depois no posto boliviano para pegar um ‘papel de entrada’ na Bolívia. Esse último é super importante! É um papel verde que vão te pedir a TODO momento. Eu não peguei o meu porque o posto estava fechado quando cheguei. Acabei tendo que pagar uma propina para um policial boliviano por causa disso, pois já me pediram o papel assim que entrei no trem. Para entrar no Peru é a mesma coisa: passe no posto boliviano para ‘dar saída’, depois no peruano para ‘dar entrada’ e guarde os papéis sempre com você. Eles são bem chatos com isso e essa coisa de propina parece que é cultural mesmo – eles tão sempre querendo inventar alguma coisa pra tirar um dinheirinho fácil dos turistas desavisados.

Vacinas – antes de viajar, eu li em todos os lugares a informação de que precisaria do Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela. Tomei a vacina, andei pra cima e pra baixo com o tal certificado e não me pediram uma única vez. De qualquer forma eu aconselho a tomar e com certa antecedência (no mínimo 10 dias antes de viajar).

Câmbio – a moeda da Bolívia é o boliviano e a do Peru é novo sol. Quando viajei, a cotação das moedas estava mais ou menos assim: 1U$ = 6,8 bolivianos = 2,6 soles. Tanto na Bolívia quanto no Peru você consegue trocar dinheiro com muita facilidade. Em todo lugar tem uma ‘casa de câmbio’ ou alguém trocando dinheiro na rua mesmo. Pode confiar, é um meio quase ‘legal’ por lá e eu não tive nenhum problema com notas falsas. É só ficar atento e dar uma pesquisada pra ver onde a cotação está melhor.

Passeios – existe um limite de visitantes em Machu Picchu, para fazer a Trilha Inca e para subir Wayna Picchu (que é aquela montanha que você vê nas fotos de Machu Picchu). Ingresso para Machu Picchu você não precisa comprar com taaanta antecedência, mas se quer fazer a trilha ou subir a tal montanha, aconselho a comprar antes. Você pode fazer isso pelo site www.machupicchu.gob.pe. Para chegar em Machu Picchu da forma tradicional (não ‘camelando’), você precisa comprar também uma passagem de trem. Então se estiver indo na alta temporada, compre antecipadamente pelo site www.perurail.com ou www.incarail.com.pe.

Sites úteis – na internet você encontra uma infinidade de informações sobre essa viagem. Um site que foi muito útil pra mim foi owww.mochileiros.com. Lá você encontra de tudo: desde relatos super completos sobre as viagens de outros mochileiros, como tópicos de gente que está procurando companhia pra viajar e até tutoriais de como comprar uma bota de trekking, por exemplo! Exatamente TUDO que eu precisava saber, encontrei nesse site. Outro site bem completo é o www.lonelyplanet.com.

Quando ir

O inverno, apesar de ser a época mais visitada (prepare-se pra disputar com mais um monte de turistas na hora das fotos em MachuPicchu), é a melhor época pra visitar esses países, pois é menos chuvosa. Fiz a viagem em agosto, então não peguei um diazinho de chuva sequer. O clima é frio, principalmente a noite e nos lugares mais altos. Mas durante o dia é geralmente mais tranqüilo e dá até pra ficar de shorts e camiseta. A melhor coisa é se vestir sempre ‘em camadas’ (uma camiseta, uma blusa um pouco mais quente e uma jaqueta ou corta-vento).

Como ir

As pessoas fazem essa viagem das mais variadas formas. Você pode fazer tudo via terrestre, tudo de avião, ir de um jeito e voltar de outro, enfim…vai depender da sua vontade, do dinheiro e do tempo que você dispõe.

Desde que comecei a pensar nessa viagem, decidi que seria via Trem da Morte. Esse trem liga Puerto Quijarro (fronteira com Corumbá-MS) a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Existem algumas histórias pra justificar o nome, mas o fato é que de ‘morte’, o trem não tem nada. Viajei na categoria Súper Pullman, que é bem tranqüila, com bancos reclináveis e restaurante. Você pode jantar alguma gororoba lá por cerca de 20 bolivianos (uns R$ 6). A passagem custou 127 bolivianos (uns R$ 40) e a viagem até Santa Cruz dura cerca de 17 horas. Recomendo consultar os dias e horários antes (www.ferroviariaoriental.com) e fazer uma reserva (fiz isso pelo e-mail: marcelo.saavedra@fo.com.bo).

Dos demais trajetos que fiz, a maioria foi de ônibus. É um dos meios mais comuns e baratos de se viajar dentro e entre esses países. Antes de ir, li diversos relatos sobre essas viagens, dizendo que as estradas eram péssimas e os ônibus piores ainda. Algumas estradas não são boas mesmo, mas não achei nada do outro mundo. Também tive sorte com os ônibus, mas acho que foi porque fui anotando os nomes das companhias que o pessoal recomendava na internet (como a Trans Copacabana, Tour Peru, Nuevo Continente, Cruz del Sur, etc.). O pior que passei foi um ônibus com o banheiro quebrado entre Santa Cruz e La Paz, mas o motorista ia fazendo algumas paradas rápidas, então deu pra sobreviver. Bem comum também é o transporte através de vans (não aconselho, porque são bem desconfortáveis e as malas vão amarradas em cima do carro, o que nem sempre é seguro).

A volta (Cusco – Lima – São Paulo) fiz de avião mesmo, por falta de tempo e também por preferir um pouco de conforto depois do desgaste da viagem.

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